O painel “Entre sucessos e erros em mercados que já operam cassinos físicos” marcou o segundo dia do BiS SiGMA South America 2026 e reuniu especialistas para discutir os impactos da regulamentação de apostas no Brasil. O debate abordou desafios políticos, estabilidade regulatória, turismo, geração de empregos e integração entre operações físicas e online no setor de apostas
Participaram do painel Marco Pequeno, Gerente de País da Amusnet, Bruno Omori, Presidente do IDT-CEMA, e Miguel de Achával, CEO da DAGMA Argentina. O encontro aconteceu durante um dos principais evento de apostas da América Latina.
Logo na abertura, Marco Pequeno destacou que o Brasil seguiu um caminho diferente de outros mercados ao regulamentar primeiro o setor online.
“Talvez o Brasil seja um dos últimos países do mundo ocidental a regulamentar isso”, afirmou Marco Pequeno, Marco Pequeno.

Especialistas analisam cenário regulatório brasileiro
Durante o debate, Miguel de Achával explicou que a maioria dos países iniciou a regulamentação pelos cassinos físicos antes de avançar para o mercado digital.
“O Brasil enfrenta um duplo desafio pela frente”, declarou Miguel de Achával, Miguel de Achával. “Vai precisar integrar a regulamentação do jogo físico com a regulação federal já existente do online.”
Na sequência, Bruno Omori explicou que fatores políticos atrasaram a tramitação do projeto dos cassinos físicos no Brasil. Segundo ele, a regulamentação das apostas esportivas avançou antes do projeto relacionado aos cassinos presenciais.
“A lógica foi invertida justamente por causa de um lapso político”, afirmou Bruno Omori, Bruno Omori.
O dirigente também comentou sobre a possibilidade de judicialização do tema no Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo Omori, uma eventual decisão da Corte poderia acelerar a liberação dos cassinos físicos no país.
“Pode acontecer a mesma coisa que aconteceu com as loterias estaduais”, declarou Bruno Omori, Bruno Omori.
Debate destaca investimentos e geração de empregos
Ao longo do painel, Bruno Omori afirmou que a regulamentação dos cassinos físicos pode movimentar cerca de 70 bilhões de dólares em investimentos no Brasil.
“Estamos falando de pelo menos 20 milhões de empregos diretos e indiretos”, disse Bruno Omori, Bruno Omori.
Segundo ele, os investimentos devem impactar setores como hotelaria, construção civil, arquitetura, tecnologia, marketing e turismo.
“O cassino traz entretenimento e gera experiências”, afirmou Bruno Omori, Bruno Omori.
O executivo também defendeu que os cassinos podem ajudar a aumentar o fluxo turístico no Brasil e reduzir a dependência de grandes eventos sazonais.
Mercado físico e online são complementares, dizem executivos
Durante o painel, Miguel de Achával afirmou que o mercado físico e o online funcionam de forma complementar.
“São dois negócios complementares”, declarou Miguel de Achával, Miguel de Achával. “Quando o online chegou à Argentina, ele potencializou o negócio físico.”
O executivo também alertou para os riscos do excesso de restrições regulatórias.
“Quando as autoridades se tornam muito restritivas, o mercado ilegal cresce e o mercado legal diminui”, afirmou Miguel de Achával, Miguel de Achával.
Além disso, Achával destacou que investidores internacionais analisam a estabilidade regulatória antes de entrar em novos mercados.
“Grandes investimentos precisam de segurança jurídica e estabilidade nas regras”, disse Miguel de Achával, Miguel de Achával.
Ao final do painel, os participantes defenderam a integração entre os modelos presencial e digital dentro do mercado brasileiro de apostas.
“Uma coisa vai potencializar a outra”, afirmou Bruno Omori, Bruno Omori.





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